Debate sobre violência doméstica
No dia 29 de Novembro haverá um debate, na Quinta-Bela de São Tiago, sobre a violência doméstica na Madeira.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
No dia 29 de Novembro haverá um debate, na Quinta-Bela de São Tiago, sobre a violência doméstica na Madeira.
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Sancho Gomes
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11/26/2009 10:08:00 PM
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Vieira da Silva, o tal ministro que classificou o processo "Face Oculta" de "espionagem política", afirmou, ontem, que o governo irá respeitar as decisões judiciais, no que toca à suspensão de José Penedos.
É bom saber que o PS respeita a independência do poder judicial e acata as suas decisões. Pena é que isso aconteça quando o visado é um José Penedos, mandando às malvas esse respeito quando em causa está José Sórates ou Paulo Pedroso (ainda lembramo-nos da execrável recepção no Parlamento.
Lamento, igualmente, que tenha sido o poder judicial a tomar a atitude que, se houvesse um pingo de decência, deveria ter sido tomada pelo governo.
Pode ser que não esteja tudo perdido...
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11/26/2009 09:43:00 PM
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Sancho Gomes
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11/25/2009 10:21:00 PM
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Há uns tempos, a ausência de concurso para a compra de portáteis à JP Sá Couto, ao abrigo do E-escolinhas, não constituía qualquer problema.
Agora, 500.000 computadores e 90.000.000€ depois, ao que parece, o Ministério da Educação reconhece a imoralidade do processo e pretende lançar concurso internacional.
Lamento o passado e - ainda que discorde do programa e mantenha reservas relativamente aos reais motivos que levaram a essa prática -, aplaudo a transparência do processo futuro.
Mas e o que dirão os lacaios, que ainda há dias batiam palminhas ao Magalhães?
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11/25/2009 06:16:00 PM
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Não me choca que os governantes sejam vacinados contra a gripe A, apesar de ter algumas reservas sobre a sua indispensabilidade ao país. Também não sei se está prevista a vacinação para os familiares dos grupos (considerados) prioritários (terá Fernanda Câncio, ou a prole de Sócrates sido vacinada?).
Seja como for, a verdade é que é execrável que os governantes façam valer dos seus cargos para benefícios pessoais. Garantir a vacinação dos seus, em prejuízo de verdadeiros grupos de risco, deveria envergonhar ao absurdo qualquer governante, de qualquer Região, proveniente de qualquer partido. E esta situação envergonha-me, como madeirense e como social-democrata!
Mais uma pedrada do charco da imoralidade da política!
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Sancho Gomes
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11/25/2009 05:49:00 PM
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Hoje assisti a uma defesa cerrada das ideias de Vítor Constâncio, por parte do editor de economia da RTP. Até aqui tudo bem. O que me impressionou e impressiona, é que estes IMBECIS não conseguem vislumbrar outras alternativas. Ou seja, para estes ANORMAIS é "evidente" que o Estado dê avales à banca (por exemplo), privatize prejuízos e dê benefícios fiscais a sectores que lucram milhões diariamente (para defesa do emprego, para defesa do sistema, para defesa do raioo-que-os-parta). O que não aceitam é que, por exemplo, os funcionários públicos vivam acima do limiar da miséria. Isso é que é ofensivo.
Ou seja, para estes IDIOTAS, o normal é que o Estado esteja ao serviço da economia e não a economia ao serviço do Estado. E estão tão convencidos disto que não conseguem ver um palmo à frente e aquilo que parece óbvio a todos.
Estranho mundo, este em que vivemos....
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11/24/2009 09:53:00 PM
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Acho piada às "vestais" que se indigam contra a total falta de confiança dos portugueses relativamente às instituições.
Ora, para além das próprias instituições não demonstrarem qualquer respeito por si ou pelas restantes, com todos os casos que conhecemos, de estranhar seria se alguém confiasse. Eu, por mim, rifava o país. A minha descrença é tão grande, que acho que por aqui ninguém presta, incluindo eu próprio. Precisávamos do que eu preconizava, há uns anos, para o Brasil: uma bomba de limpasse Portugal dos portugueses.
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Sancho Gomes
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11/24/2009 09:46:00 PM
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Orçamento quê?
Que Teixeira dos Santos pensa que o povo português é completamente imbecil, disso não tínhamos dúvidas. A novidade é que o ministro das Finanças já nem disfarça...
A que ponto vai a faltra de vergonha!
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Sancho Gomes
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11/24/2009 09:43:00 PM
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A Sra. ministra da Educação veio anunciar a entrega de mais 100.000 Magalhães.
E mais uma vez, lá vai a Segurança Social pagar a propaganda socialista. E depois digam lá que o sistema não é sustentável...
E tu, ó povinho imbecil e desgraçado, aplaude...!
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Sancho Gomes
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11/23/2009 08:06:00 PM
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Ouvi o Governador do Banco de Portugal defender uma baixa dos salários dos funcionários públicos e o aumento dos impostos, para fazer face ao défice orçamental. Este ENERGÚMENO defendeu que eu e todos os trabalhadores contribuíssemos para pagar as vigarices dos banqueiros (que nada fez para evitar) e não se importou que o Estado pagasse toda a MERDA que os (alguns) empresários fizeram. E quer que seja, uma vez mais, eu a pagar crise. Não se arranja aí um copo de cicuta para este imbecil?
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11/23/2009 08:00:00 PM
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Um levantamento militar ou um movimento subversivo de guerrilha revolucionária que deite abaixo este sistema político em que vivemos em Portugal é, efectivamente o que precisamos para moralizar o país.
A atitude que o PS, o Grupo Parlamentar socialista e o próprio Governo têm assumido na defesa do líder é execrável. Não bastavam já as deploráveis declarações de Vieira da Silva, de Augusto Santos Silva, de Lacão, vem ainda Francisco Assis, de quem se esperava um mínimo de decência, falar em conspirações orquestradas para "decapitar" (!) o PS.
Ora, uma vez que apenas um completo imbecil é que poderá achar que existe uma campanha para prejudicar Sócrates - quando as escutas eventualmente comprometedoras para ele já estão apensas ao processo desde Junho, tendo passado por duas eleições sem que houvesse qualquer fuga ao segredo de Justiça -, apenas podemos interpretar estas posições do PS como uma fuga para a frente, com vista a pressionar o poder judicial e evitar males futuros. Assim um tipo de seguro, para qualquer mais alguma vigarice que venhamos a ter conhecimento.
É evidente e é paradigmático, para além de reforçar as opiniões negativas que se possam ter de Sócrates. Porque quem não deve não teme e está mais do que visto que o PM teme e muito. A forma acirrada com que a sua clientela o defende é a prova disso mesmo.E é por isso que custa-me a acreditar que isto vá lá através do jogo democrático.
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Sancho Gomes
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11/23/2009 07:37:00 PM
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Para já, as denúncias de Leonel Nunes, sobre a extensão da “Face Oculta” à Madeira, mais não são do que fogo-fátuo que, ridiculamente, o PS tomou por um incêndio (vê-se bem o amadorismo e a inépcia políticas deste triste grupo parlamentar). Contudo, é estranho, efectivamente, a celeridade com que a empresa de Manuel Godinho foi licenciada. E atendendo ao histórico do empresário, são legítimas as suspeitas.
Por isso, acho que esteve bem o Governo Regional ao enviar o processo para o Ministério Público, para que não restem dúvidas. Porque à mulher de César não basta ser sério: é preciso parecer.
Ao que parece, ainda devido a este caso, Leonel Nunes pediu s suspensão da sua imunidade parlamentar. É destemido e percebo porque o faz. Mas, não deixa, igualmente, de ser desnecessário, um pouco insensato e até anti-democrático. Porque era só o que faltava que um deputado não pudesse denunciar negócios que lhe possam parecer ilegais ou suspeitos.
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Sancho Gomes
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11/20/2009 04:35:00 PM
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Ora, ainda bem que V/ Exa. regula-se por aqui que, diga-se, é bem melhor do que em muitos outros lados coordenados por camaradas seus.
Relativamente à sua questão, informo-o que coloquei "apenas" porque admito que também se passe na Madeira. Não o denuncio, ou denunciei, porque não conheço nenhum caso. V/ Exa. conhece? Faça o mesmo que eu: indigne-se!
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Sancho Gomes
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11/18/2009 10:07:00 PM
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É por posições destas, de gente recta, séria e vertical, que não meto todos os socialistas madeirenses no mesmo saco.
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Sancho Gomes
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11/18/2009 10:04:00 PM
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Sancho Gomes
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11/18/2009 05:45:00 PM
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É bonito ver que os gestores da Refer e da CP não esquecem a ex-patroa, isto é, a anterior secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. E foi bonito o jantar de despedida que lhe ofereceram, com a presença de mais de 50 pessoas (a ex-governante era querida). Só é pena que os senhores não tenham pago com o seu próprio dinheiro e tenham feito uso dos cartões de crédito que lhes estão consignados para despesas de representação.
Espero é que o colar, com que brindaram a ex-secretária de Estado (no valor de 2000€!) tenha sido pago com o seu próprio dinheiro, e não com o dinheiro de todos nós...
É pá, mas espera aí... Isto não deveria acontecer apenas na Madeira?
É, deve ser mais uma campanha negra contra o magnânime governo socialista...
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Sancho Gomes
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11/17/2009 10:04:00 PM
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Já uma vez escrevi que entendo que o PS tem legitimidade para apresentar uma proposta de alteração à lei do casamento, permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que essa era uma proposta que integrava o seu programa eleitoral. Mantenho. Contudo, também reconheço legitimidade a qualquer partido ou plataforma cívica para exigir um referendo a esta questão. Porque, a despeito do que defendem os defensores dop casamento homossexual, a verdade é que não houve um debate na sociedade portuguesa e seria interessante ouvir o que o povo tem para dizer. E não percebo porque é que os apologistas da alteração da lei tanto temem um referendo: se é uma questão de direito (a casar), acredito que o povo pronunciar-se-á adequadamente. Mais, se o que pretendem é combater a discriminação, nada como um debate sério, racional, aprofundado, para combater esses medos irracionais.
Não obstante, admito que tal não seja feito, ainda que me cause alguma impressão que alguns que tanto apregoam a TOLERÂNCIA recusem-na àqueles que não partilham da sua visão do mundo.
(Também lamento e preocupa-me esta relativização de valores em que vamos mergulhando, mas isto seria conversa para outras “núpcias”.)
Contudo, o que não posso admitir é o logro que estão a oferecer ao povo português, no que toca à adopção, pelos futuros cônjuges. Porque a verdade é que o casamento escancara as portas à adopção. Aliás, permitir o casamento, negando a adopção, é bem capaz de ser inconstitucional, pois discrimina um casamento, em relação a outro (casamentos de 1ª e casamentos de 2ª).
Isto é um embuste e não tarda nada, os mesmos que agora dizem que é perfeitamente possível uma coisa sem a outra, na próxima legislatura (senão antes) serão os primeiros e gritarem contra esta inconstitucionalidade. Por isso, não é sério, nem honesto. E não é assim que se exerce ou defende a democracia.
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Sancho Gomes
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11/17/2009 10:02:00 PM
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L'Appel du Comintern foi escrita para celebrar o 10º Aniversário da Internacional Comunista, em 1929. É da autoria de Franz Jahnke (letra) e Hans Eisler (música). É uma canção poderosa, muito celebrada à época.
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Gonçalo
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11/17/2009 06:59:00 PM
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Avanti Popolo (Bandiera Rossa)
Uma das mais famosas canções revolucionárias. Avanti Popolo, também conhecida como Bandiera Rossa foi escrita por Carlo Tuzzi, tendo sido adoptada como hino não oficial do Partido Comunista Italiano.
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Gonçalo
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11/17/2009 06:56:00 PM
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Achei, no inicio, que era uma brincadeira. Mas não. O futuro treinador do Sporting é mesmo Carlos Carvalhal. O homem que, à frente do Marítimo, conseguiu a brilhante performance de 2 vitórias em 16 jogos! Que foi despedido do Braga. Que não acertou em merda de lugar nenhum...
Devem estar a gozar comigo e com os adeptos do Sporting. Só podem!
A continuar assim, estamos de facto no bom caminho...
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Gonçalo
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11/15/2009 11:16:00 AM
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Sancho Gomes
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11/14/2009 01:07:00 PM
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Revendo um pouco a blogosfera socialista madeirense, apercebemo-nos do real problema que mina o PS-Madeira.
Antes de mais, o pior que pode acontecer ao maior partido da oposição madeirense, é o PS ser governo a nível nacional. Aliás, se vermos bem, há sempre uma diminuição da votação nos socialistas madeirense sempre que o PS é governo Porque o PS-Madeira nunca consegue (ou não quer) descolar-se das medidas dos socialistas do continente. Mesmo quando algum deputado socialista eleito pela Madeira vota contra a orientação da bancada socialista, como aconteceu na última legislatura, nunca o faz por estratégia do PS-Madeira. Ainda que algumas medidas possam ser penalizadoras para a Região, como aconteceu com a LFR. É por isso que não tenho pejo em achar que, genericamente, o PS-Madeira age como lacaio.
Esta é uma das grandes diferenças entre PS e PSD e explica parte das grandes vitórias dos social-democratas madeirenses. Porque o PSD-Madeira ousa enfrentar a estrutura nacional, sem qualquer prurido, aparecendo aos madeirenses que é em prol do seu povo que o faz.
O melhor que pode acontecer aos socialistas madeirenses é, portanto, o PSD ser governo da República. Porque só assim pode tentar encostar a estrutura regional do PSD à nacional.
É, por isso, confrangedor ler a blogosfera socialista madeirense. Criticam cá, o que elogiam lá. Maldizem cá, o que lá acreditam tratar-se de toques de Midas lá (veja-se a questão do investimento público, ou alguns negócios com algumas empresas).
E percebe-se porque é que, enquanto durar esta orientação, nunca vão conseguir sair da cepa torta. Repare-se que até os mais jovens já padecem deste mal. Parece que já não acreditam ser possível a alternância democrática na Madeira e que por isso, mas vale submeterem-se aos ditames do PS nacional. A necessitar, em minha opinião, de uma séria reflexão por parte dos socialistas madeirenses…
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Sancho Gomes
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11/13/2009 05:51:00 PM
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O PS emendou a mão e vai acabar com as taxas “moderadoras” para os internamentos e cirurgia. Parece-me bem e vem repor algum rigor, porque estas nunca foram taxas moderadoras
Repare-se no ridículo: x tem um enfarte do miocárdio. É internado e tem de pagar taxas moderadoras, que têm como finalidade, moderar o acesso ao serviço nacional de saúde. Ou então, na sequência desse enfarte, o seu médico marca uma série de consultas, que se prolongarão “ad eternum”, porque há uma medicação que tem de ser prescrita mensalmente. E o Estado, por cada uma delas, cobra uma taxa “moderadora” que, na boca do ministro Silva Pereira, “visava um efeito pedagógico nas consciências”. Efeito quê? Mas as taxas moderadoras não foram criadas para fazer diminuir o acesso ao SNS por parte daqueles que não o necessitavam? Então, os médicos é que agendam os internamentos, as cirurgias e as consultas, e o utente ainda tem de pagar uma “moderação”? Isto é sério?
Sinceramente, não me choca que quem pode comparticipe o SNS. O que não me parece correcto e choca-me que os socialistas tenham ficado calados durante tanto tempo, é que se minta desta forma aos cidadãos e finte-se, assim, a legalidade.
Por último, se houvesse algum pingo de vergonha no governo, anunciavam apenas esta medida sem mais qualquer outra justificação. Porque são de uma imbecilidade monumental, as “postas de pescada arrotadas” pelo Sr. ministro da Presidência.
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Sancho Gomes
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11/13/2009 05:49:00 PM
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Ora, o tipo mente com quantos dentes tem na boca, comprova-se isso mesmo, e algumas almas ingénuas continuam a achar que isto tudo são casos e casinhos inventados pelas oposições. Seria hilariante, não fosse o ridículo a que se submetem.
Mas isso é um problema dessas avestruzes que insistem em enterrar a cabecinha (cheia de …cabelo?) na areia
A questão premente, em meu entender, é a atitude que deveria ser tomada pelo primeiro-ministro, perante as informações que têm sido libertadas pela comunicação social, relativamente a este caso da “Face oculta”.
Não comento a questão jurídica, sobre a possibilidade de serem anuladas as escutas ao primeiro-ministro. Não é uma questão de opinião, é uma questão de facto, que deve ser dirimida por quem de direito (ainda que eu ache que isso não contribui nada para a imagem da justiça e da própria política, que cria estas legislações, que parecem feitas à medida para proteger o crime de colarinho branco). Mas, conforme tem defendido o PSD, há aqui matéria política e que é preciso ver esclarecida.
Ora, se Sócrates nada pode dizer acerca daquilo que não é público e sobre o qual (queremos acreditar) nada saberá, alguma explicação deve ao país relativamente às informações publicadas. Ou são mentira, e vem garanti-lo, ou não são e terá de as explicar. O que não pode acontecer é manter esta suspeita de que o primeiro-ministro mente descaradamente ao Parlamento e ao país, não em defesa de um qualquer interesse nacional, mas em benefício próprio. E isto não pode ser escamoteado.
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Sancho Gomes
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11/13/2009 05:47:00 PM
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Teresa Ruel
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11/12/2009 09:47:00 PM
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Obviamente que não faz sentido fazer um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Obviamente que PS tem legitimidade para apresentar uma proposta legislativa, pois fazia parte do seu programa eleitoral.
Obviamente que é legítimo trazer esta questão ao debate político agora. Há problemas mais graves? Claro que há. Contudo, a política não é feita apenas de economia, justiça e educação. Tem espaço de debate para questões de costumes.
Posto isto, declaro que me oponho cabal e frontalmente a qualquer alteração jurídica que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por várias razões, mas a começar pelo próprio conceito. O casamento é a união entre duas pessoas de sexo diferente, motivada por diversas razões e com várias finalidades, com características que lhe são intrínsecas. O amor entre as duas pessoas é uma delas; a reprodução é outra.
Não é por não gostarmos do nome "tangerina", que vamos passar a designá-la por "laranja": uma laranja é uma laranja; uma tangerina é uma tangerina. Gosto das duas, mas são diferentes. Faço esta (reles) analogia apenas para deixar claro que não me oponho à equiparação de direitos (alguns, pelo menos). O que não me parece rigoroso é alterarmos conceitos, que têm características muito próprias e definidas, apenas porque nos dá na gana.
Por outro lado, apesar de reconhecer que o Estado deve garantir os direitos das minorias, não me parece justo que a maioria seja completamente esquecida. Estou em crer, até pelas conversas que tenho mantido com pessoas de diferentes horizontes políticos e ideológicos, que a maioria da população portuguesa não concorda com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E, goste-se, ou não, a democracia é a ditadura da maioria.
Para além de que não me parece que seja esta alteração à lei que vai acabar com o preconceito que ainda possa haver, a despeito do que acreditam alguns.
E sobre o preconceito, quer me parecer que está a ser empolado com o objectivo claro que pressionar o poder político. Há energúmenos que continuam a descriminar (e ofender) os homossexuais e a não entender que é possível o amor erótico entre pessoas do mesmo sexo? Claro que sim. Mas não creio que essa seja a posição da maioria, mesmo nos meios mais pequenos. Considero, portanto, idiota que acusem os que se opoêm à alteração da lei de preconceituosos. Porque, tal como do "outro lado", também "deste" existem razões racionais (passe a tautologia).
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Sancho Gomes
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11/11/2009 10:32:00 PM
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Começa outra campanha negra... Negríssima... Negrérrima...
Ou como o estado português está votado à bandalheira!
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Sancho Gomes
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11/11/2009 10:24:00 PM
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Criei um blog novo. Chama-se Crónicas da Bola e não vai discutir tácticas e estratégias. Não vai falar do Marítimo, do Nacional, do Sporting ou do Benfica. Não vai argumentar contra triângulos e losangulos, rectângulos em 4X4X2, 4X4X3 ou 5X5X1. Não vai discutir treinadores ou presidentes, golos anulados ou foras-de-jogo, árbitros e fiscais de linha.
Será um espaço preenchido por um tipo que gosta de futebol, que torce pelo Marítimo e, pecado mortal, pelo Sporting e que não percebe muito do assunto em que agora se mete. Uma página de crónicas sobre a bola, sem qualquer tipo de pretensão, preenchida irregularmente.
Vão passando por lá, se vos apetecer.
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Gonçalo
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11/11/2009 04:54:00 PM
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Conheço o Bruno Fernandes desde criança. Jogámos à bola centenas de vezes, ora num campo de alcatrão entre prédios, com tábuas a fazer de balizas e com os vizinhos sempre à espreita de uma bola chutada por um qualquer "Futre" de 14 anos directamente para as suas varandas, ora em torneios de bairro nos quais eu desempenhava o melhor que podia o papel de guarda-redes e o Bruno era a estrela da companhia, numa equipa do "Castanha" que contava ainda com o genial "Fominha", um "gosma" que não falhava a meio metro da linha de golo, com o "Capela", um médio incansável e caceteiro, com o "Sopas", o dono de um pontapé tão forte como desenquadrado e com o dito "Castanha", que ostentava invariavelmente o número 10 e a braçadeira de capitão e pagava a "milhanga" devida em caso de vitória - confesso que o frango assado e a imperial do triunfo, a dita milhanga servida no bar da bomba de gasolina, fazem parte do meu universo das mais queridas memórias juvenis.
Imprevisível, o futebol do Bruno enchia os ringues. Entre "nós cegos" a adversários aturdidos e passes de morte para o "Fominha", a nossa estrela coleccionava arranhões e hematomas, fruto de marcações impedosas de rivais como o "Cavalinho", uma mistura explosiva de Mike Tyson com Paulinho Santos pela forma como batia desalmadamente utilizando os pés, as pernas, os braços, os punhos e o que desse mais jeito, como o "Félix", como o Paulo "o Russo", que entrava em campo com botas de "cowboy" de bico afiado intimidando até o mais valente dos defesas contrários, como o "Papa Bolos", que pela sua notória falta de habilidade acertava, quase sem querer, nos joelhos de quem por azar lhe parava à frente, como o Rui "o Castanha", irmão e arqui-rival do nosso "Castanha", ou como muitas outras vedetas dos cimentados campos daqueles tempos.
Apesar das marcas de guerra, o Bruno não se assustava. Divertia-se tanto a jogar à bola que encarava os pontapés e cotoveladas com que o brindavam como o preço natural do prazer. Apanhava, protestava para não ficar mal, levantava-se, sacudia-se e partia para cima do adversário, dando-lhe uma "revienga" de fazer corar até o mais experimentado dos "amigos do alheio" lá do bairro. O seu futebol era feito de alegria e de prazer, de técnica e de arte pura.
Os anos passaram e perdemos o contacto. O Bruno tornou-se profissional do pontapé na bola e eu, como adepto, tentei seguir o seu trajecto, desde o tirocínio por clubes de menor dimensão até a afirmação natural, mas talvez tardia, no Marítimo. Da experiência falhada no FC Porto ao regresso à Madeira. Em certos momentos, vi o Bruno a jogar sem alegria. Sem a malícia do futebol de rua. Emparedado entre tácticas e exigências da mais variada espécie. Confesso que não gostei. Cheguei a pensar que o futebol do meu amigo tinha sido vítima de um homicídio encomendado pelos "mestres da estratégia" e pelos "doutores da bola".
Foram tempos duros para o Bruno. Entre losângulos e rectângulos a sua arte desapareceu numa espécie de triângulo das Bermudas.
Os anos passaram e a idade, esse impiedoso e traiçoeiro inimigo, foi-se acumulando nas suas pernas.
Ele já acabou,
gritaram alguns,
já não corre
sentenciaram outros
metam o suplente
esganiçou-se parte da plateia.
A verdade é que o Bruno não saíu. Recuperou forças e, se calhar por sentir-se mais liberto, partiu para cima do adversário. Aos 35 anos, o Bruno Alves e o Sapunaru parecem-lhe agora tão fáceis como o "Papa Bolos" e o Paulo o "Russo". Para ele, o jogo voltou a não ter segredos e a ser vivido com a alegria dos 14 anos, quando paus serviam de balizas e o prémio de jogo era a milhanga no bar da bomba. Afinal, não é isso o futebol?
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Gonçalo
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11/11/2009 03:06:00 PM
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Tenho um particular gosto em ter ouvido, esta tarde, Adriano Moreira, um dos portugueses que faz de Portugal um país maior, como bem o define Eduardo Lourenço.
Numa exposição extraordinária, Moreira defendeu um regresso aos valores em detrimento da espécie de vazio técnico e tecnológico em que nos encontramos desde o final da II Guerra Mundial.
Os resumos de todas as comunicações integradas na Conferência Internacional do Funchal, organizadas pela CMF, estão aqui.
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Gonçalo
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11/07/2009 09:01:00 PM
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Se eu quisesse, eloquecia. Sei uma quantidade de histórias terríveis.
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Gonçalo
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11/07/2009 10:07:00 AM
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O maior madeirense vivo.
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Gonçalo
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11/07/2009 10:05:00 AM
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Muito muito bom.
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Gonçalo
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11/07/2009 10:01:00 AM
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Depois de uma fase mais encarniçada, parece que as hostes de Jacinto Serrão e Victor Freitas acalmaram. Agora querem, dizem, discutir política.
Ora, a mim parece-me muito bem. É tempo de pacificar o (ainda) maior partido da oposição e esquecer o passado de ofensas, irresponsabilidade, purgas e perseguições (Paulo Barata dixit).
Sobre a perversidade dos discursos acirrados de outrora, está tudo dito. Aquilo foi pior que briga de cães – que tentam agora travestir de debate democrático.
Importaria, talvez, analisarmos os perfis de cada um dos candidatos, tentando descortinar o que poderão trazer para o debate político madeirense.
Comecemos por Victor Freitas, o mais que provável futuro líder (não tenhamos ilusões: se a eleição corresponder aos desejos das bases, Jacinto Serrão não tem hipótese).
A sua eleição poderá iniciar uma etapa de actividade política marcada pelo profissionalismo. Victor Freitas é um dos poucos socialistas madeirenses que nunca fizeram nada na sua vida a não ser política, sendo um profissional dela. Ora, como nunca teve de pensar em mais nada a não ser em política, é natural que nesta etapa (de liderança) empreste esse profissionalismo à sua actividade. Será, portanto, uma liderança fortemente marcada por questões meramente políticas, não sendo de estranhar que uma das primeiras medidas seja a proposta para alteração da lei eleitoral. Aliás, é expectável que o Victor apresente muitas outras propostas que visem revolucionar o sistema político regional, porque é nisso que ele é especialista. Todas elas terão, obviamente, o objectivo de fazer desequilibrar o sistema com vista a beneficiar o PS em futuros actos eleitorais. Não me espantaria mesmo que Victor Freitas ofereça ao PSD presentes envenenados, armadilhando aparentes boas propostas. Com a sua liderança, o PSD terá de estar atento porque a sua escalada vertiginosa no PS mostrou que ele sabe como chegar ao poder.
Por outro lado, o Victor, pelo poder que conseguiu acumular dentro do PS-Madeira, tem a qualidade única de encostar à parede qualquer voz dissonante, pelo que se torna plausível que pulverize qualquer oposição interna que possa vir a ser ensaiada. A sua liderança será incontestável e nem mesmo aqueles que outrora o adjectivaram de “vilhão” do Norte se atreverão (aliás, como nunca o fizeram abertamente) a desafiá-lo.
Com o que podem contar os madeirenses? Com uma oposição sem tréguas, provida de um discurso combativo e hostil, que tentará fazer do debate político um palco de denúncia das eventuais ilicitudes do PSD.
Já quanto a Jacinto Serrão, digamo-lo com clareza: não trará nada de novo. Fruto de alguma inconsistência, liderará o PS num percurso errático, como foi a sua imagem de marca da última vez que passou pela liderança do PS-Madeira. Jacinto Serrão, com todas suas trapalhadas, como o imbróglio da LFR, ou a fuga para Lisboa, não granjeou qualquer credibilidade ou simpatia por parte dos madeirenses e a sua eleição seria uma má notícia para o partido. E esta fragilização do PS também não seria positiva para a Madeira.
O que estranho na sua candidatura é a absoluta miopia política: será que Serrão espera mesmo que as suas trapalhadas tenham sido esquecidas, ou que a miserável submissão a que submeteu o PS-Madeira aos desmandos de Sócrates (cá, como lá, isto é, na Assembleia da República) não venham a ter consequências no eleitorado? Acreditará mesmo que reúne condições para ser um líder político na Madeira, nos próximos anos?
Por tudo isto, parece-me que o congresso terá sentido único.
O que não deixa de ser uma novidade é que após anos a manipular as lideranças do PS-Madeira, Victor finalmente decida avançar. Com a travessia do deserto que impôs ao PS, nomeadamente com os líderes que colocou à frente do partido (desde José António Cardoso, passando pelo próprio Serrão e até por Gouveia), Victor Freitas foi afastando os “barões” e putativos candidatos à liderança do PS, solidificando a sua posição dominante. Foi tão bem sucedido que neste momento apenas Bernardo Trindade tem estatuto suficiente para o enfrentar. O que, naturalmente, não irá acontecer. Não enquanto Jardim estiver no poder.
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Sancho Gomes
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11/06/2009 05:31:00 PM
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Antes de mais faço uma declaração de interesses: não li o documento integral, porque não o encontrei, apesar de o ter procurado nos sites da Assembleia Legislativa Regional, do Grupo Parlamentar e do PS/Madeira.
Esta circunstância, naturalmente, limita o meu conhecimento do projecto, sendo que algumas das minhas observações podem ser suportadas em mal-entendidos normais nestas situações.
O meu comentário tem como base a peça jornalística de Jorge de Freitas Sousa, o que implica que apenas analise aqueles que foram os destaques feitos por si, ignorando se estes correspondem às grandes reformas propostas – pese embora o grande respeito, reconhecimento profissional e estima pessoal que tenho pelo jornalista.
Começo por reconhecer pertinência ao projecto. Apesar de não estar na agenda mediática ou sequer educativa nacional, a verdade é que a crise da escola como instituição há muito que é debatida nos círculos académicos e há muito que são questionados modelos alternativos.
Ora, apesar da crise ser reconhecida por todos, o que já acontece desde os anos 70, desde que Ivan Illich publicou o seu “Educação sem Escola”, acentuada pela escola “pós-moderna” (que nasceu da queda do paradigma comunista), a verdade é que em Portugal nunca foi possível os cientistas da educação (e políticos, naturalmente!) porem-se de acordo acerca do paradigma a implementar, pelo que todas as reformas não passaram de pequenos remendos numa manta já demasiado rendilhada e remendada.
Deste modo, é oportuno a apresentação deste documento, parecendo-me mesmo que a Região poderia ser um laboratório interessante para implementar um modelo de educação alternativo, o que até seria possível, no âmbito das suas competências ao nível da educação.
Contudo, apesar de reconhecer que algumas medidas são interessantes e de concordar com elas, parece-me que a proposta não é tão ousada quanto poderia/deveria ter sido. Antes de mais porque não define claramente um modelo alternativo. É certo que aponta alguns caminhos, mas não quebra com a “tradição escolar portuguesa”, nem corta com alguns mitos enraizados. Enfim, não define com clareza o que deve ser a escola, nem como convivem as dimensões formais, informais e não formais da educação, dentro do espaço e do tempo escolares.
Porque se queremos salvar a escola pública (e este “salvar” entenda-se como o resgate da mediocridade do ensino e das aprendizagens que, infelizmente, minam as nossas escolas), é urgente determinar com clareza o que queremos para a escola: se um espaço e um tempo minimalistas, para aprendizagem dos saberes básicos (o que não me parece razoável, atendendo aos desafios e competências que foram atiradas às escolas); ou um espaço onde as crianças e jovens passam a maior parte do seu tempo, em actividades “escolarizadas” (ou curriculares); ou, em alternativa aos dois primeiros, um modelo onde a dimensão curricular conviva com as dimensões informal e não formal, com projectos educativos que respondam às necessidades individuais, sem a recorrente confusão entre o “espaço escolar” e o “espaço não escolar” que interagem fisicamente nos estabelecimentos de ensino.
Ora, na minha opinião, são estas as amarras que urge romper e, uma vez que a proposta do PS não o prevê, acaba por ser mais um remendo para a tal manta. Percebo, contudo, alguma limitação que André Escórcio possa ter sentido, atendendo ao enquadramento legislativo nacional.
Vamos então às medidas.
Parece-me adequada e exequível a proposta de gratuitidade do ensino. E não me choca que a Região gaste mais em Educação, pois, apesar dos mitos, ainda estamos distantes do rácio de financiamento dos países escandinavos e ainda mais do modelo norte-americano. Parece-me uma falsa questão, apesar de ter algumas dúvidas acerca dos 20 milhões.
O modelo de escolas pequenas também me parece correcto, ainda que falte dizer que esta alteração teria de ser faseada e perspectivada a médio prazo. Por outro lado, teriam de ser analisadas as questões organizacionais, nomeadamente aquelas relacionadas com localizações, cantinas, transportes, etc., que comportam custos muito avultados e o sistema teria de ser racional.
Também colhe o meu apoio a possibilidade dos encarregados de educação poderem escolher as escolas e registo esta proposta muito pouco “socialista”.
As questões das batas e dos auxiliares são questões de lana caprina, que nem sequer constituem novidade.
A redução do número de alunos por turma é uma boa medida mas tenho dúvidas acerca da relação eficiência/eficácia, bem como a capacidade da Região para fazer face aos custos.
Também não me parece adequado que as escolas contratem os docentes que considerem adequados. Sou de opinião que, mediante a apresentação de um projecto educativo fundamentado, deverá diferenciar-se a alocação de recursos humanos e que devem ser as escolas a contratarem esses recursos.
Quanto aos clubes (a tal dimensão informal), subscrevo inteiramente a proposta e sou mais radical: devem-se criar tantos clubes quanto aqueles que a comunidade educativa entender necessários e adequados à realidade local (mediante um critério de racionalidade).
A questão da educação desportiva não me parece premente, ainda para mais num modelo como o norte-americano. Nos Estados Unidos não há uma tradição desportiva fora das escolas/universidades, o que não se passa na Madeira. Aliás, nesta questão, inclino-me mais para a prática que vem sendo seguida pela Secretaria Regional de Educação, que é abrir a escola aos clubes e associações desportivas, com benefícios para ambas as partes, mas onde os principais beneficiados são os alunos.
Não concordo, de todo, é que haja uma redução sistémica do financiamento ao ensino privado e cooperativo. Em meu entender, a concorrência é benéfica até para a escola pública e a educação não pode ser área tabu para o empreendedorismo empresarial. Aliás, o modelo que defendo está nas antípodas: as famílias deverão poder escolher entre o ensino público e o ensino privado, cabendo à administração pública garantir que todas as famílias têm igualdade de acesso. Até porque estou em crer que uma boa escola pública será sempre a opção preferencial das famílias.
Por tudo isto, acho que a proposta do PS-Madeira constitui uma boa oportunidade para a realização de uma discussão séria acerca da escola que se quer para o futuro. E seria imprudente, revelando até alguma incúria, o PSD desaproveitar esta oportunidade para a construção de um modelo educativo de vanguarda. Não quero com isto dizer que se tenha de aprovar ipsis verbis a proposta. Mas a discussão deve ser feita com ponderação, sem atirar o bebé juntamente com a água, em nome do futuro dos madeirenses. Porque as boas ideias, venham de onde virem, devem ser aproveitadas.
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Sancho Gomes
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11/05/2009 06:18:00 PM
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Estava o Jorge Jesus, antes de um jogo com o Sporting, a falar com os jogadores nos balneários:- - "Eu sei que é uma chatice, mas temos que jogar contra eles...Faz parte do calendário, o que é que querem?
O Luisão responde:
-"Mas, oh mister, é preciso irmos todos?"
Então, o Di Maria levanta-se e diz:
-"Não é preciso! Eu vou jogar sozinho contra eles. Vocês podem ir descansar."
E Jorge Jesus lá concordou:
- "Ok, Di Maria. Então vai lá dar cabo deles."
O Jorge Jesus e os restantes jogadores foram até um café ali ao lado do estádio e começaram a jogar snooker. Estavam eles entretidos até que um se lembra de ir ver o resultado do jogo ao intervalo. O marcador assinalava: Benfica 1 (Di Maria aos 10m) - Sporting 0. Voltou à mesa de snooker e contou como estava o jogo. Passada uma hora, decidem ir todos ver o resultado final: Benfica 1 (Di Maria aos 10m) -Sporting 1 (Liedson aos 89m). Ficaram surpresos e Jorge Jesus dirigiu-se ao balneário onde estava o Di Maria com as mãos na cabeça e muito chateado.
- "Então Di Maria, o que é que aconteceu? ", perguntou Jorge Jesus.
- "O cabrão do árbitro expulsou-me aos 11 minutos ..."
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Sancho Gomes
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11/04/2009 10:24:00 PM
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Portugal não é um país normal. Essa é uma constatação que não precisa de confirmação empírica. E neste país um pouco anormal, a verdade é que por vezes somos tentados a não termos, nós próprios, atitudes normais.
Ora, serve este preâmbulo para dizer que de tanto denunciar os esquemas, as falhas, as incompetências, às más políticas, as manhosices do governo de Sócrates, sentimo-nos tentados a calar quando tomamos conhecimento de outros processos muito mal explicados.
É o que acontece comigo: por tanto tentar pôr a nu algumas trapalhadas associadas ao Plano Tecnológico da Educação (PTE), começo a sentir-me o Velho do Restelo. Mas como a situação parece-me grave, entendo ter o dever de escrever sobre aquilo que a maioria dos portugueses desconhece.
Ora, para quem não sabe, no âmbito do PTE, as infra-estruturas de rede das EB2, 3 e Secundárias estão a ser substituídas para permitir internet de alta velocidade. Sim, não está apenas a ser actualizada, está a ser integralmente substituída. Mas, apesar de estarem a ser desperdiçados muitos milhões, ainda se aceitaria, se a coisa se ficasse por aqui. Mas não: aqui vai o role daquilo que me parece um esquema muito pouco transparente, que me deixa, como deveria acontecer com todos os democratas, muitas dúvidas, senão legais, pelo menos éticas:
- Todo o equipamento terminal está a ser colocado pela Cisco, que coloca equipamento, em qualidade e em quantidade, bem acima do necessário; (com custos bastante elevados);
- A Cisco tem como Director Internacional para o Sector Público (?) Diogo Vasconcelos, antigo presidente da UMIC e “pai” do “e-government” português, que veio desaguar no Plano Tecnológico (coincidência?) – para que não me venham acusar de sectarismo, este é um ilustre militante do PSD;
- O serviço de comunicação de dados e internet foi entregue em monopólio à PT, sem qualquer possibilidade dos “donos” das linhas (aqueles que as vão pagar) poderem optar por outras empresas, com a agravante de que qualquer alteração à rede tem de ser autorizada pela PT que, naturalmente, cobrará o serviço;
- Imposição destas negociatas às autarquias apesar de, entretanto, terem recebido todas as competências (e encargos) relacionadas com os edifícios escolares;
- Sub-empreitadas que não observam a lei em vigor, nomeadamente inexistência de projectos técnicos;
- Inexistência de comunicação e total ausência de informação para escolas e autarquias;
- Colocação de redes estruturadas sobre outras redes já existentes, violando, assim, toda e qualquer regra de remodelação.
Mas no âmbito da relação entre Educação e tecnologia, ainda há mais:
- Todo o software que está a ser produzido para o ME é suportado pela Beltrão Coelho, a mesma empresa que já havia recebido o monopólio dos quadros interactivos para as EB2, 3 (Interwrite), apesar de não serem nem os melhores nem os mais baratos do mercado;
- A manutenção do monopólio da JP Sá Couto, relativamente ao programa E-escolinhas. Não há aqui uma violação clara das regras da contratação pública e das leis da concorrência?
Não me oponho, naturalmente, ao PTE. Mas por concordar com a medida, não posso calar situações e procedimentos que me parecem muito questionáveis. E isto não tem a ver com partidos. Tem a ver com a qualidade da própria Democracia que me parece estar a ser posta em causa diariamente. Veremos se algum dia todo este processo será alvo de alguma investigação judiciária.
E depois digam lá que é perseguição!
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Sancho Gomes
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11/02/2009 11:14:00 PM
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A II Conferência Internacional do Funchal foi esta manhã apresentada, pelo vereador com o pelouro da Cultura, Pedro Calado, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A 6 e 7 de Novembro a capital debaterá temas de interesse para as sociedades actuais, como a Cidade, a mudança de paradigma energético, a criação de sociedades mais solidárias, as vulnerabilidades do sistema financeiro global ou a crise da democracia e da participação dos cidadãos.
São conferencistas Adriano Moreira, Virginio Bettini, Sérgio Gonçalves do Cabo, Oliveira Fernandes e Viriato Soromenho-Marques, director científico das conferências.
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Gonçalo
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11/02/2009 02:08:00 PM
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Não é uma teoria. É um facto provado: quanto mais forte é a oposição, quanto mais capacidade crítica e de intervenção tiverem os partidos concorrentes ao poder, melhor é o Governo. Parece-me tão óbvio que acaba por ser um tema sem discussão possível.
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Gonçalo
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11/02/2009 01:27:00 PM
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E um Xanax, Paulo, não?
Só te consigo responder com duas sugestões. Primeiro Xanax. Dizem que acalma.
Depois, um remédio para a azia: "A um copo com água junta-se açucar e bicarbonato de sódio. Bebe de uma vez, senão, vem tudo para fora. E boa sorte".
Bom fim de semana.
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Gonçalo
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10/31/2009 11:40:00 PM
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O Paulo teve um ataque de fúria semelhante àqueles que os candidatos à liderança do PS têm um contra o outro. Os ânimos estão mesmo exaltados para aquelas bandas, o que leva apoiantes e candidatos a perderem a noção daquilo que é razoável.
Chamar "debate democrático" à luta interna dos socialistas madeirenses só pode ser uma brincadeira. Os combates democráticos fazem-se de argumentos que devem traduzir ideias, não de acusações, insinuações, trocas de insultos. Nos combates democráticos não se usa a tribuna da AR para beneficiar um candidato em detrimento de outro. Não se "contam as espingardas" publicamente.
Basta ler os blogues afectos ao PS para perceber a dimensão catastrófica que a tal "discussão democrática" atingiu.
No texto publicado no "Farpas", o Paulo utiliza o tipo de linguagem que diz detestar, insultando quem acha que a "luta de galos" no seio do PS-Madeira chegou a patamares indecorosos. Utiliza ainda o tipo de argumentos que diz repudiar. A leitura do seu texto fez-me recordar algumas passagens de "O Triunfo dos Porcos". Vá lá saber-se porquê...
Post-Scriptum: Sempre disse e escrevi que uma oposição forte, corporizada pelo PS-M ou por outra força qualquer, beneficiaria a Madeira e os madeirenses, beneficiando ainda, por paradoxal que possa parecer, o PSD-M e o Governo Regional. A julgar pelo que se tem visto neste tal... "combate democrático" no interior do PS-M, esse dia está muito longe.
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Gonçalo
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10/30/2009 10:54:00 AM
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A 6 de Abril do ano da graça de 1453 os turcos otomanos cercaram Constantinopla. Nesse e nos dias seguintes, os homens de Maomé II e de Constantino XI lutaram furiosamente nas muralhas da capital do império romano do oriente, bastião da cristandade e da civilização. Enquando o faziam, a cidade recebia um concílio que discutia, não menos furiosamente, uma questão teológica: qual seria o sexo dos anjos. Uma lição de História para o PS-M.
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Gonçalo
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10/30/2009 10:17:00 AM
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A "face oculta" revelou (gosto de oximoros) os rostos de Armando Vara, de Paulo Penedos, de José Penedos numa rede tentacular de corrupção e tráfico de influências. Coincidências entre eles: serem actuais ou antigos administradores de empresas públicas; serem ex-governantes; serem ex-dirigentes partidários. Ah e serem militantes do PS.
Que dirão agora as "prima-donas" que de forma acintosa e empedernida faziam colar a imagem do PSD às trafulhices de Dias Loureiro? Têm as madames alguma coisa a acrescentar?
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Sancho Gomes
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10/29/2009 07:20:00 PM
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Escrevi dois textos sobre o processo eleitoral do PS que foram merecedores de algumas reacções interessantes. Umas, pelo humor inteligente e pela capacidade que alguns têm em ver o absurdo em que por vezes estão(mos) mergulhados - a tal capacidade crítica que diferencia o bestial da besta. Outras pelo teor raivoso e estilo agressivo e manifesta incapacidade para reconhecer o esgar irascível que projectam no espelho.
Estes dois tipos de reacção mostram bem as diferenças entre uns e outros. Uns têm consciência da imagem que a hostilidade entre as facções do PS transmitem à sociedade. Os outros mostram a forma rancorosa, zangada, como enfrentam a vida e a política. Aliás, nada de estranhar, se atendermos que estes últimos fazem do congresso do PS um ajuste de contas pessoal, em vez de um debate político sério e rigoroso. Porque continuam sem perceber que foram relegados para segundo plano nalguns actos eleitorais porque não são detentores de direitos divinos que fazem de si eternos candidatos, ainda que tenham péssimos resultados eleitorais; ainda que sejam políticos medíocres; ainda que o seu trabalho cívico não tenha a grandiosidade com que gostam de imaginar.
Com quadros mentais desta natureza, não deixa de ter piada que projectem nos outros algumas das suas principais características.
Contudo, apesar disto tudo, espero que o debate no PS suba de nível e que os seus contendores revelem maior elevação. Porque a Madeira precisa de um PS forte. Ainda que me pareça que não será com gente da laia dos segundos que isso acontecerá.
But, then again, esse é um problema dos socialistas.
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Sancho Gomes
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10/29/2009 06:49:00 PM
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Os socialistas madeirenses dizem horrores de si próprios; os socialistas madeirenses ofendem-se e acusam-se das maiores enormidades; os socialistas madeirenses, na refrega política, fazem jus à miserável expressão "já chegamos à Madeira?". Mas os socialistas madeirenses, que não demonstram qualquer elevação mesmo nos debates internos, que comportam-se como um bando de cães atirados a um reles osso, não gostam que se denuncie essa luta de galos. Uns tentam desviar as atenção, com manobras à Jardim (irónico, não é?). Outros, acusam, os que comentam aquela briga de rua em que se transformou a luta pela liderança do PS/Madeira, de desconhecerem a democracia. Democracia, aquilo?! Só mesmo quando se está demasiado próximo aos hábitos tribais é que pode pensar (e dizer!) barbaridades destas.
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Sancho Gomes
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10/28/2009 06:15:00 PM
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